Como acabar com a fila de espera por transplante de órgãos?

Em 2014, para acabar com a fila de transplante de órgãos no Brasil eram necessários 62820 órgãos (desconsiderando deste total os transplantes de córnea).

O Brasil tem o maior sistema público de transplante do mundo, 92% dos transplantes feitos no Brasil são feitos pelo SUS, além disso nosso sistema de transplante é considerado muito organizado. Quando uma pessoa descobre que precisa de um órgão (coração, fígado, rim, …) ela entra em uma fila única de espera estadual e sempre que surge um potencial doador todas as centrais (hoje são 22 duas centrais) são avisadas. Se os testes confirmam morte encefálica e a ausência de fatores excludentes a central entra em contato com as equipes responsáveis pelos primeiros das filas de cada órgão, prioritariamente dentro do estado do doador e em caso de não haver um receptor compatível no estado em que o doador está o órgão segue para um paciente do estado mais próximo.

 

Mesmo com toda essa organização o processo ainda depende de alguns fatores que fazem com o que pessoas fiquem por muito tempo na fila e dependendo da “sorte” para conseguir voltar a ter uma vida normal. E ai é que surge a tecnologia de impressão 3D. Nós já falamos aqui, aqui e aqui sobre como a medicina já está usando impressoras 3D para salvar vidas e/ou dar qualidade de vida para muitas pessoas.

 

Em 2011 o médico cirurgião Anthony Atala apresentou no TED o resultado de um experimento em fase inicial que pode ser a solução para um processo de transplante de órgãos em que o paciente na precise mais esperar o surgimento do doador. Isso porque órgão será gerado com o próprio material genético do paciente e isso não só elimina a espera na fila por um doador como também pode reduzir em muito a chance do receptor rejeitar o órgão doado. Veja abaixo as duas apresentações feita pelo médico no TED:

 

 

 

 

No Brasil ainda não temos notícias de médicos utilizando impressoras 3D para transplante de órgãos, mas já temos alguns casos de utilização da impressora 3D no tratamento e câncer. Acreditamos que o nosso país, que já se destaca no processo de transplante de órgãos deve investir fortemente na  pesquisa e desenvolvimento de técnicas para transplante do órgãos impressos, permitindo o que hoje é quase impossível, zerar a fila para transplante de órgãos.

 

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