Impressão 3D e medicina: Imprimindo partes do corpo humano com a impressora 3D.

Impressão 3D e medicina uma dupla que promete salvar vidas e possibilitar a melhoria da vida de muitas pessoas!

A tecnologia de impressão 3D existe por quase duas décadas, mas os preços só caíram nos últimos anos e mais pessoas têm sido capaz de fazer uso dela. Consequentemente, nós começamos a ser capazes de investigar o seu vasto potencial. Os objetos da impressora 3d têm sido utilizado como blocos de construção para casas até uma réplica da pele de um tubarão. Parece que as possibilidades são infinitas, e a tecnologia não está prevista para acabar tão cedo. 

O nível de detalhes que esta tecnologia produz pode substituir os métodos tradicionais, oferecendo aos pacientes um ajuste superior ou com melhor design e que muitas vezes pode ser produzido a um baixo custo de forma impressionante.

Pesquisadores usam a impressora 3D para produzir uma vasta variedade de partes do corpo. Cerca de duas semanas atrás, ouvimos a história de uma adolescente que recebeu um braço protético impresso pela impressora 3D para substituir o braço que ela perdeu num acidente de barco há muitos anos. O braço, que foi produzido por um trio de estudantes de engenharia biomédica na Universidade de Washington em St. Louis, só custou R$450 no total: Uma fração do custo normal das próteses tradicionais, que custam no mínimo R$14.000. A adolescente, Sydney Kendall, pode usar os movimentos do ombro para mover o braço e executar tarefas como jogar bola e mover o mouse.

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 Créditos: Washington University em St Louis. Os estudantes que produziram um braço robótico para a jovem Sydney Kendall

Mais cedo neste ano, surgiu a história de um adolescente do Sudão do Sul, Daniel Omar, que aos 14 anos perdeu suas mãos devido à explosão de uma bomba. Dois anos depois, Daniel recebeu um braço protético 3D, impresso por uma Startup americana chamada Not Impossible, que custou apenas R$250 para ser produzido. Mais uma vez, os movimentos por parte do utilizador podem fazer com que os dedos se movam.

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Crédito: Not Impossible/ Projeto Daniel. Daniel Omar com o braço protético

 

Um dos relatórios mais incríveis é a de uma jovem da Holanda, que passou por uma cirurgia em março deste ano para substituir quase todo seu crânio com um implante 3D. O procedimento foi realizado por uma equipe de neurocirurgiões da Universidade Médica Centro Utrecht. A jovem sofreu um distúrbio ósseo crônico e a espessura de seu crânio tinha aumentado de 1,5cm para 5 cm e consequentemente começou a perder a visão. Se seu crânio não tivesse sido substituído urgentemente os médicos previram que os danos cerebrais poderiam ser graves.

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Crédito: UMC Utrecht.

Para adicionar à lista crescente de impressões 3D usadas como implante, parte do corpo de uma mulher britânica chamada Meryl Richards, que foi ferida em um acidente de trânsito há quase 40 anos, foi substituído. Em um relatório, foi revelado que ela recebeu uma prótese de um quadril impresso em 3D no Hospital Geral de Southampton, depois de seis operações sem sucesso. A tomografia computadorizada foi utilizada como base para a reconstrução da junta, que foi feita a partir de titânio em pó. As células estaminais também foram retiradas antes da cirurgia para que fossem cultivadas a fim de produzir um lote maior. Essas células foram recolocadas posteriormente na paciente com o intuito de incentivar a formação de um novo osso ao redor do implante. Porém, esta cirurgia é cara, custou no total em torno de R$45.000, cerca de 10 vezes mais do que as juntas de substituição habitual.

Talvez ainda mais impressionante, no início deste ano, um homem recebeu um implante de uma pélvis 3D devido a um tipo raro de câncer ósseo chamado de condrossarcoma. A pélvis também foi produzida usando titânio em pó.

Que outras partes do corpo podem ser produzidas por impressoras 3D? Uma empresa sediada no Reino Unido chamado Fripp Project tem colaborado com diversas universidades do seu país, a fim de produzir próteses faciais e olhos via impressão 3D. Os produtos possuem um custo baixíssimo e podem ser criadas em lotes, podendo ser substituídos facilmente. O nível de detalhe sobre os olhos protéticos são incríveis e vêm em uma variedade de tamanhos e cores.

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Crédito: Fripp Design/ Manchester Metropolitan University

Cientistas da Universidade de Princeton também têm experimentado as capacidades desta tecnologia e no ano passado revelou um “ouvido biônico” impresso em 3D, que é capaz de detectar uma gama de frequências de rádio muito maiores do que os humanos. Ao invés de ser projetada para substituir os ouvidos humanos esta foi mais uma prova de principio experimental destinado a fazer uma ponte entre eletrônicos com outros materiais. A equipe imprimiu camadas de uma matriz composta por células de hidrogel e células de bezerros com nanoparticulas de prata que formavam uma espécie de antena 3D. A equipe espera que eles possam desenvolver a tecnologia para que o ouvido detecte sons acústicos e os desenvolvedores  sugerem que talvez um dia este tecnologia possa ser usada para restaurar ou melhorar a audição humana.

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Crédito: Frank Wojciechowski, Princeton University. O “ouvido biônico

Fonte:  http://www.iflscience.com/technology/3d-printed-body-parts-go-mainstream # qXOKoXYyFQf0LFOc.99

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