Trajetória da Cliever é destaque em matéria sobre startups gaúchas em ascensão

Quando o assunto é empreender, o Rio Grande do Sul ocupa lugar de destaque entre iniciativas que começaram embrionárias e, aos poucos, tomaram forma e ganharam corpo nos mais variados segmentos. Empresas que começaram com uma pequena ideia mas que, ao oferecer soluções para problemas do dia a dia, sejam eles enfrentados por pessoas ou outras empresas, conquistaram mercado e se expandiram. Grande parte delas são de startups, ideias de negócios quase que integralmente digitais, sem um local fixo para se estabelecer.

Foi assim que surgiu a Cliever, fruto do projeto Raiar, incubadora de empresas da TecnoPUC, em Porto Alegre. Após 4 anos de muita dedicação e esforços para desenvolver o negócio, hoje a empresa ocupa um prédio de 500m² divididos em área industrial e administrativa, na zona norte de Porto Alegre, e já oferece ao mercado cinco modelos de impressoras 3D com tecnologia de fabricação por filamento fundido e estereolitografia.

O crescimento da empresa e o destaque ocupado nacionalmente no segmento de impressão 3D, foi pauta para matéria do Jornal Zero Hora (leia a matéria na íntegra aqui) que versou sobre os sonhos e desafios dos criadores de startups no Rio Grande do Sul. Nela, o fundador e CEO da Cliever, Rodrigo Krug, revela um pouco do início da empresa e do tempo em que precisou arrecadar investimentos para a sua até então desconhecida startup.

Na reportagem, Krug fala da projeção de faturamento da empresa para 2016: R$ 2,4 milhões, inclusive com vendas para companhias como a Embraer. Mas o início, em busca de investidores, não foi fácil: “Bati na porta de todos os bancos. Eu tinha apenas um protótipo e uma empresa que era eu, sozinho. Para conseguir meu primeiro investimento, fui 15 vezes para São Paulo. Aqui no Sul, não havia fundos. Quiseram investir na gente um ano e meio depois”, conta.

2012: um marco importante na trajetória da Cliever

Foi em 2012 que a Cliever deu os primeiros passos em busca de projeção nacional. Krug apresentou pela primeira vez na Campus Party, em São Paulo, maior evento de tecnologia da América Latina, uma máquina de impressão tridimensional desenvolvida por ele, em casa.

Sem pensar muito, pegou sua impressora 3D e a levou para uma feira de empreendedorismo dentro do evento. Falou com jornalistas especializados em tecnologia como se estivesse com tudo planejado. Não tinha nada. Ele nem havia estabelecido um preço para o produto. Quando perguntado, falou o que veio à cabeça: R$ 4,5 mil. “Conseguimos chegar na hora certa, com o produto certo, vendendo uma impressora a menos de R$ 5 mil, que na época tinha apenas uma concorrente fora do Brasil, com produto que custava R$ 60 mil. Esse preço foi um erro absurdo para a empresa, mas talvez se eu tivesse colocado mais, não teria dado aquele boom”, relembra.

Das vantagens de negociar impressoras 3D para o mercado interno, Krug ressalta que o produto se torna competitivo, pois as máquinas importadas chegam aqui com valores mais elevados devido aos tributos e ao câmbio. Daqui para diante, a principal aposta da empresa é se tornar grande em exportação.